4.17.2009

Ser mulher. (Parte 2)

Sexo frágil ou forte?? Eis a questão.



The begining: (...) The Lord God said: "It is not good for the man to be alone. I will make a helper suitable for him" (...) So The Lord God caused the man to fall into a deep sleep; and while he was sleeping, He took one of the man's ribs and closed up the place with flesh. Then The Lord God made a woman from the rib He had taken out of the man, and He brought her to the man. (Gen 2:18-22)



Diferente de mim, você pode acreditar que nós mulheres viemos do macaco, e que o macaco veio de outro ser vivo, e esse ser vivo surgiu após uma mera explosão repleta de tempestades e raios (?). Mas para mim é tão impossível pensar que nós mulheres (e claro, que tudo que tem no mundo), seres tão únicos e de difícil compreensão, pudemos de alguma forma surgir depois de um "big bang". Prefiro acreditar, e acredito que somos frutos de algo bem maior que uma explosão, algo que é inexplicável para nós, seres humanos, devido à sua grandeza. As explicações se tornam mais fáceis a partir do momento que acreditamos que somos criaturas de um artista detalhista e cuidadoso como Deus.



Desde de pequeninas somos educadas a ser meigas e delicadas, fazendo com que até nós mesmos acreditemos ser o sexo frágil, ou somos o sexo forte? Muitos falam que por trás de um grande homem sempre existe uma grande mulher.



Mulheres que estão neste momento lendo isso, saibam que não devemos ser modestas, sabemos o quão difícil é ser mulher. Cada idade com a sua dificuldade.



Aos 11, 12 anos (algumas antes disso, outras mais tarde) nosso corpo nos torna mulher fisicamente, sem a nossa aprovação. Ainda queremos brincar com nossas bonecas, acreditar em conto de fadas.



Nunca me esqueço do dia em que minha irmã mais nova chorou por horas alegando que não queria se tornar gente grande, que não queria ser mulher, que queria ser criança para sempre.



Parece que ela já sabia que o nosso papel na sociedade não é fácil, temos que ser ótimas profissionais e ainda aceitar que o nosso salário seja mais baixo que o dos homens que ocupam o mesmo cargo, temos que ser ótimas mães, dar uma criação sem erros para os nossos filhos, temos que ser ótimas esposas, cultivando sempre a chama da paixão ardendo, temos que ser donas de casa formidáveis para que nada falte no nosso lar, e a lista segue....



Caso alguma dessas coisas não der certo, a culpa será nossa! A sociedade nos culpará por não ter filhos que atingiram o sucesso, se o casamento acabar, a culpada será da mulher que não soube manter a relação, não soube atrair seu marido, mesmo depois de 20 anos de casados, 2 barrigões, estrias, rugas, celulites, e filhos para cuidar, e ainda por cima tendo como concorrentes mocinhas de 18 anos que se dizem ser atraídas por homens mais velhos (e casados). Parece até brincadeira, mas é assim mesmo.



Desde cedo começamos nossa jornada de mulher em um mundo que nos foi imposto. E é nessa jornada que vivênciamos experiências incríveis, lições dolorosas, rituais, coisas que aos poucos vão nos tornando mulher, o sexo forte (ou frágil?).



Que mulher um dia se esquecerá da boneca que mais gostava, do 1° sutiã que insistiram que você usasse, da primeira cólica, do primeiro amor, do primeiro beijo, da primeira desilusão amorosa, do primeiro salto que calçou, da primeira conquista, do primeiro perfume que você pegou da sua mãe juntamente com toda a maquiagem e esqueceu de devolver, a primeira depilação (ai!) e assim por diante. Homens não entendem a importância, mesmo que inconsciente, de cada uma dessas coisas para cada uma de nós.



Cada mulher veio para o mundo com um propósito, seja o de ser mãe, de salvar vidas, de ser esposa, de ser uma profissional fantástica, de salvar o mundo, ou quem sabe todas nós viemos para ser tudo isso e mais um pouco.



Cada mulher tem em si a capacidade e a força suficiente para realizar o que quiser. Basta só acreditar (como se fosse fácil assim).



Citarei um trecho de um ensaio cristalino de Carrière que traz a idéia inesperada e provocadora de que é através da fragilidade que podemos descobrir a verdadeira força.



"Encontrei alguns grandes ancestrais, como Shakespeare e Dostoievski, autores desconhecidos do Mahabhatara, Corneille, Chateaubriand, Balzac, Proust. Com eles aprendi o que sem dúvida já sabia: um personagem só consegue nos tocar e tocar os outros, quando encontramos nele essa 'essência de vidro' de que fala Shakespeare e que nós chamamos de vulnerabilidade. A fragilidade é a nossa fonte escondida, o motor de toda emoção e de toda beleza. Devemos aceitá-la. Reivindicá-la. Sejamos frágeis porém flexíveis. E calmos diante do desconhecido. Devemos preservar nossa fragilidade, assim como devemos guardar o inútil. O inútil, porque nos salva do simples cálculo produtivo, dono do mundo. O inútil nos permite uma evasão, é a nossa saída de emergência. A fragilidade, porque ela nos aproxima uns dos outros, ao passo que a força nos afasta."







E aí deixo uma pergunta para refletir, mulher é o sexo frágil, ou o sexo forte?



Para mim a reposta é bem simples, a mulher é o equilíbrio entre a fragilidade e a força, podendo assim, controlar a situação da forma que o seu instinto feminino quiser.

Um comentário:

Anônimo disse...

Na minha humilde cabecinha... Vocês são o sexo forte. Sinceramente: não há NADA, nada que me fascine mais que a mulher, no mundo. Eu tenho uma amiga que diz, em tom sério: Você é apaixonado por mulheres, né Gá?
E eu, que não se leia nada galinha aqui, respondo sincero: Sou, por todas.